Verão, praia, areia… e arte!!!

Castelos de areia parecem coisa de criança, mas felizmente tem gente que leva essa brincadeira muito a sério. As imagens abaixo são alguns exemplos incríveis dessa arte.

Existem cursos, competições e até hotéis esculpidos na areia.

Com ferramentas simples como pás, talheres de plástico e até seus chinelos é possível criar formas incríveis.

Só não esqueça de fotografar sua criação assim que terminar. Nunca se sabe quando uma bola, uma onda ou aquele cara que bebeu caipirinha o dia inteiro pode se aproximar da sua obra de arte.

Algumas dicas para esculpir na areia:

– Use areia molhada: Cave um buraco até onde a areia é escura e úmida, ou traga baldes de água para manter a areia sempre molhada enquanto trabalha. Um borrifador também pode ajudar.

– Compacte a areia: Antes de começar a esculpir acomode a areia por camadas bem compactadas. Isso pode ser feito manualmente, apertando a areia com as mãos ou utilizando baldes, caixas, etc. Comece com uma pilha um pouco maior do que você acha que vai precisar. Esculturas de areia são criadas por remoção das partes e não adição. É bom ter certeza de que há areia suficiente para a criação antes de começar a moldar.

– Trabalhe sempre de cima para baixo e de dentro pra fora: Comece com os detalhes na parte de cima para evitar que as partes baixas sejam destruídas enquanto trabalha na parte superior. A mesma coisa com detalhes mais perto do centro. Não faça uma parede exterior e depois tente passar para o meio.

– Tenha paciência: Vá com calma e remova pequenas quantidades de areia de cada vez. É muito difícil adicionar areia na pilha inicial uma vez que ela se foi, portanto remova a areia com cuidado.

– Divirta-se: Não fique frustrado se algumas partes desmontarem.

Pra uma escultura mais simples, use Gaudí de inspiração e utilize a técnica de gotejamento. Encha a mão de areia bem molhada e deixe pingar no solo. As “gotas” de areia se juntam formando uma estrutura interessante.

 

Nada melhor do que verão e praia pra gente se sentir criança novamente.

Feliz 2012 para todos!

Comendo com os olhos

Comer com os olhos vendados emagrece!!!

Pois é, esse estudo do Huddinge University Hospital na Suécia, concluiu que comer com os olhos vendados pode diminuir em média 22% da quantidade de comida ingerida, além de diminuir o tempo e a velocidade em que comemos.

Devo dizer que fiquei empolgada por ter mais uma arma contra a balança. Sou descendente de italianos e faço parte da geração Y, que foi exposta à uma considerável gama de incentivos alimentícios (do super ostentador café da manhã da Xuxa à verdadeiros hinos da comilança). Enfim, qualquer ajuda é sempre bem vinda. Mas além de pouco prática essa medida acaba me privando de algo que eu realmente aprecio: namorar a comida. Afinal a gente come primeiro com os olhos. 😉

Resolvi que ao invés de fechar meus olhos para a comida eu deveria investir na nossa relação. Sempre que vou comer em algum lugar legal acabo comendo menos, mais devagar e saboreio mais a refeição. Acredito que isso tenha a ver com o fato da comida estar sempre decorada, pronta pra ser apreciada e não devorada. Então essa semana vou dar algumas dicas sobre a arte de decorar a comida.

 

Dicas gerais:

– Escolha frutas e legumes que estejam firmes e bonitos.

– Prefira as facas com lâminas de aço inoxidável ou bronze. Lâminas de aço comum podem causar descoloração do alimento.

– Frutas tendem a escurecer muito rapidamente. Esfregue-as com suco de limão para preservar sua cor original.

– Enfeite o seu prato logo antes de servir para manter a sua frescura.

– Enquanto prepara, cubra as frutas e legumes com com um pano úmido.

– Evite decorar a comida com elementos não comestíveis.

– Os enfeites devem ser compatíveis com o alimento de base. Por exemplo: Em um frango temperado com alecrim, decore com um raminho de alecrim.

– Use número ímpar de elementos no prato. Eles são mais agradáveis aos olhos.

 

Toques especiais:

– Para deixar o prato mais interessante ou para esconder imperfeições polvilhe ingredientes sobre a comida. Ex: nozes picadas, ervas, gergelim, legumes finamente picados, açúcar em pó, cacau em pó, coco ralado, etc.

 

– Ao polvilhar açúcar ou cacau, utilize um estêncil para dar um toque especial.

 

– Flor de Tomate. Descasque um tomate como se estivesse descascando uma laranja. Enrole toda a casca em volta dela mesma.

 

– Utilize flores comestíveis para decorar bolos, saladas, sopas, etc.

 

– Cristalize pedaços de fruta. Passe a fruta em clara de ovo levemente batida e depois em açúcar refinado. Deixe secar durante a noite.

 

– Lascas de chocolate são sempre bem vindas. Derreta o chocolate e derrame uma camada fina sobre uma superfície untada. Espere esfriar e levante o chocolate com uma espátula.

– Utilize as partes não utilizadas das frutas como recipientes.

 

– Use palitos para juntar elementos e criar figuras divertidas. Essa é um ótima dica para convencer seu filho a comer mais legumes. Só cuidado com os palitos. =)

 

– Faça tigelas de gelo com flores ou frutas.

 

– Ou se empolgue de verdade e faça esculturas com sua comida.

 

Agora é só colocar a mão na massa.

Boa semana para todos!

Música para seus ouvidos…

Dentre todas as formas de arte, a música provavelmente é a mais presente em nossas vidas, pontuando diariamente nossas atividades individuais e coletivas (de festas à funerais). Sua história está intrinsecamente ligada à história do desenvolvimento humano. Cada indivíduo utilizando-se de sua própria imaginação, emotividade, lembranças e referências culturais irá percebê-la de maneira diferenciada.

Selecionei algumas manifestações musicais interessantes através de instrumenos musicais inusitados.

Orgão de Garrafas de Cerveja (Beer Botle Organ)

Em 1798, cansado de ter que mandar afinar o orgão da igreja todo mês, o pastor da ilha de Helgoland encomendou a criação de um orgão que continuasse afinado mesmo após a mudança de clima e temperatura. O criador Johann Samuel Kühlewein inventou esse instrumento feito com garrafas de cerveja. Um sopro de ar é jogado em cima das garrafas que preenchidas com cera (hoje em dia óleo mineral), em quantidades diferentes, produzem os sons correspondentes às notas.

Atualmente, foi produzido pelos funcionários da loja Peterson StrobeTuners baseado no original de 1798.

O som do instrumento e mais informações.

Orgão do Mar (Morske Orgulje)

O Órgão do Mar musical está localizado nas margens do Zadar, na Croácia, É o primeiro órgão do mundo que é tocado pelo mar. Ele tem setenta metros de comprimento e 35 tubos musicalmente afinados com aberturas de apito na calçada. A água do mar e os movimentos dos vento produzem sons musicais aleatórios harmônicos que são ouvidos pelas pessoas.

Foi criado por Nikola Basic em 2005.

O som do instrumento e mais informações.

O Grande Orgão de Estalactite (Great Stalacpipe Organ)

Foi inventado em 1954 pelo Sr. LeIand W. Polvilhe de Springfield, um matemático e cientista eletrônico do Pentágono. Ele passou três anos pesquisando as cavernas Luray, na Virginia (EUA) e selecionou as estalactites que produziam sons correspondentes aos da escala musical e as conectou eletronicamente às teclas de um orgão.

Para vê-lo funcionando.

Orquestra de Tanques de Gasolina (Gas Tank Orchestra – GTO)

O GTO é um grupo de música experimental. Os instrumentos foram criados a partir de tanques de gasolina de carro e adaptados com lâminas de serra, fios e tubos de PVC. Foram concebidos e construídos pelo artista/músico Gregory J. Wildes.

Para ouvir a música deles e para mais informações.

Orquestra de Vegetais (The Vegetable Orchestra)

É um grupo musical austríaco que toca instrumentos feitos inteiramente de vegetais frescos. A orquestra foi fundada em 1998 e é formada por 11 músicos, um engenheiro de som, um artista de vídeo e um cozinheiro. Os instrumentos são confecciondos uma hora antes de cada apresentação e são cozidos em uma sopa após a performance.

A orquestra tocando e o site deles.

Outros grupos musicais que fazem música com objetos peculiares:

 

Scrap Arts

Cinco talentosos músicos de Vancouver, Canadá utilizam instrumentos de sucata e movimentos corporais. Liderados pelo percussionista Gregory Kozak.

O site deles.

Lelavision

O músico/escultor Ela Lamblin e a coreógrafa Leah Mann combinam formas de arte (escultura, música, coreografia, etc) para criar “música física”. Destaque para o interessante Rumitone (foto).

O site deles.

STOMP

O STOMP é um grupo de 8 pessoas que utilizam materiais simples, dança e teatro para criarem ritmos complexos em shows bem coreografados e orquestrados.

Para mais informações.

Boa semana para todos!

Iluminação Planejada

“Ler com pouca luz estraga sua vista!!!”

Minha mãe sempre adorou dizer isso para mim.

Foi muito engraçado descobrir que isso não é totalmente verdade de acordo com meu oftalmologista. Forçar a vista pode dar dor de cabeça, ardência nos olhos e até outros sintomas temporários, mas não chega a “estragar a vista”.

A iluminação tem o poder de mudar um ambiente tanto quanto a decoração. As dicas abaixo podem transformar um cômodo e até mesmo evitar dores de cabeça e outros danos não permanentes (viu, mãe?) aos seus olhos.

Tudo começa com a iluminação natural. Portanto, é importante aproveitá-la ao máximo evitando acender as lâmpadas durante o dia.

–       Prefira vidros incolores nas janelas assim como cortinas leves, translúcidas ou persianas.

–       Instale um ou mais espelhos na parede oposta à janela para ampliar a luminosidade do local.

–       Quanto mais clara for a cor das paredes e do teto mais claro será o ambiente (Cores como verde claro, azul claro e lilás farão o cômodo parecer maior já o vermelho, laranja, marrom e preto dão a impressão que o espaço é menor).

–       Pisos com acabamentos envernizados ou polidos refletem a luz, já os carpetes absorvem muita luz.

–       Para cômodos pequenos e escuros evite usar estampas e cores fortes.

–       Mantenha as árvores e arbustos perto das janelas sempre aparados evitando sombras muito grandes.

 

Para escolher a iluminação artificial leve em consideração o tipo de lâmpada e a sensação que elas transmitem:

–       Luzes amareladas: são mais tranquilas e aconchegantes. Indicadas para residências em salas de estar/jantar, dormitórios, etc.

–       Luzes azuladas: são mais ativas e estimulam a produtividade. Indicadas para cozinhas, áreas de serviço, escritórios, salas de aulas, etc.

–       Luzes brancas/neutras: iluminam sem interferir nas atividades do local.

Para melhorar a iluminação artificial dos ambientes as sugestões são:

–       Não use apenas um foco de luz direcionado para baixo no meio da sala. Os cantos ficam mal iluminados (diminuindo o tamanho do ambiente) e as pessoas e móveis projetam sombras duras que trazem desconforto. Opte por lâmpadas em trilho viradas para vários lados , ou plafon (luminárias que direcionam a luz para o teto e a refletem por todo o ambiente) ou as embutidas em vários pontos. O importante é ter mais de um foco de luz.

–       Se quiser um design de luz um pouco mais rebuscado use a regra das 3 camadas de iluminação: A primeira é a luz geral – que vem do teto e ilumina o cômodo de forma homogenia (item acima). A segunda camada é a luz decorativa, que cria a atmosfera do ambiente. Como os lustres pendentes (em cima de mesas, bancadas, etc) ou peças centrais de destaque para o design, arandelas (luminárias que ficam na parede), spots direcionais (para iluminar obras de arte, peças de destaque, etc) e os abajures (que são elementos decorativos e transmitem sensação de conforto). A terceira camada é a iluminação funcional, aquela que ilumina um ponto específico para alguma tarefa. Por exemplo, luminárias de mesa ou de pé para leitura, spots em espelhos, etc.

–       Procure evitar luzes diretas na altura dos olhos, pois causam desconforto.

–       Se a intenção é ter um ambiente bastante aconchegante, não utilize iluminação vinda do teto.

–       Para que o cômodo pareça maior use luzes difusas que sejam refletidas para o teto (como as arandelas e plafons) e ilumine os cantos.

–       Para que o cômodo pareça mais alto utilize luminárias em pé (colunas) direcionadas para cima e lustres pendentes mais para baixo (tomando cuidado para não ficarem na passagem).

A iluminação correta pode fazer muita diferença no seu dia a dia e apesar de não danificar permanentemente sua visão pode ajudar muito na atmosfera dos ambientes e na maneira como interagimos com eles.

Saiba mais nos links:

Tipos de Luminárias

Tipos de Lâmpadas

Tabela de Equivalência de Lâmpadas

Outras “mentirinhas” que contaram pra você

Programa de Índio


Quem não se lembra das maravilhosas excursões escolares? Começava com um bilhete de autorização dos pais e terminava com alguma cantoria infame dentro de um ônibus abafado com cheiro duvidoso. Mudávamos de ares, víamos coisas novas e voltávamos pra casa cheios de histórias pra contar. Aqueles eram os melhores dias de aprendizado. Com exceção da excursão à uma fazenda de gado em que eu e meus coleguinhas de 10 anos vimos acidentalmente um boi ser abatido, os passeios escolares eram realmente muito prazerosos.

Mas essa introdução nostálgica é apenas para tentar adocicar um pouco o que vem a seguir. O post de hoje é sobre museus. Pronto… Falei… Mas calma, não vá embora ainda. Lembre-se das excursões escolares, lembre-se de como era divertido. Hoje em dia tem museus e exposições para todos os gostos. A vantagem é que agora podemos escolher o que queremos conhecer e não dependemos de ninguém para nos levar ou para cobrar um relatório chato sobre o que aprendemos no passeio. Essa semana (de 16 a 22 de maio) acontece a 9a. Semana Nacional de Museus. Na programação, existem opções muito variadas espalhadas por todo Brasil além de shows, palestras, oficinas, filmes e exposições especiais. Olhando a programação fiquei muito impressionada com a quantidade de lugares inusitados para visitar na cidade de São Paulo (onde moro) que nunca tinha ouvido falar. Como por exemplo, o Museu da Pessoa onde qualquer um pode registrar sua história de vida em vídeo e fazer parte do acervo. Ou o Museu de Arte Mágica, Ilusionismo e Ventriloquia e o Museu Contemporâneo das Invenções – Inventolândia. Tenho certeza que os lugares que eu citei acima e muitos outros não necessitam de amor às artes para serem visitados. Mas reservar um pouco do seu tempo para entrar em contato com a diversidade cultural que existe por aí não faz mal a ninguém além de fortalecer a cidadania através do conhecimento e até mesmo melhorar sua qualidade de vida.

Acho que depois desse discurso ficou óbvio que eu adoro museus. Assim como qualquer pessoa que gosta de estar próximo ao mundo das artes visitar exposições, centros culturais e museus é sempre um programa imperdível. Sendo assim, fiquei muito empolgada quando descobri uma iniciativa maravilhosa do Google chamada “Art Project”. Eles estão mapeando museus como fizeram com as ruas do mundo inteiro. O zoom chega a ser impressionante e em alguns momentos cheguei a ficar sem palavras, como ao ver em zoom máximo as pinceladas do mestre Vincent van Gogh em uma de suas obras mais famosas “Quarto em Arles”. Vale a pena conferir.

Antes de me despedir não poderia de deixar de dar a dica para a exposição de um de meus artistas prediletos. Até dia 17 de julho acontece no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo a exposição “O Mundo Mágico de Escher”. Apresentando 92 obras do genial artista holandês que desafia nossos olhos com suas ilusões de ótica.

 

Muito obrigada por continuar a leitura até aqui. Espero que eu tenha conseguido convencer alguém a dar ao menos uma chance à algum desses maravilhosos programas de índio.

Boa Semana de Museus! =)

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