Dicas de Tipografia – Parte 1

Que saudade dos tempos de colégio! Tudo era tão simples… Ou melhor, quase tudo. Essas réguas de letras deixavam os trabalhos nas cartolinas ou nas folhas de papel almaço mais bonitos mas também deixavam as mãos todas marcadas de canetinha. E demorava… trabalho árduo pro resultado final ser meia-boca, inevitavelmente torto e com cheiro esquisito. Hoje em dia é só escrever, escolher a fonte e imprimir. Por isso o texto de hoje é sobre Tipografia, isto é, a arte e técnica de compor um texto a fim de tornar a linguagem visível.

A função tradicional da tipografia é criar textos de fácil leitura, coerentes e visualmente agradáveis, sem que o leitor tenha que se preocupar em decifrar as letras. Porém, essa funcionalidade tipográfica é relativa. Devido à grande quantidade de informação visual, a apresentação do texto em formas não convencionais é um artifício muito usado para destacar o conteúdo e estimular a curiosidade do leitor.

São basicamente 2 tipos de funções:

– Tipografia Para Texto: Concebidas para serem legíveis e de fácil leitura através de uma variedade de tamanhos.

– Tipografia Para Exposição: Projetadas para chamarem a atenção. Podem ser mais elaboradas, expressivas, com estilos variados e com foco no design.

Segue abaixo algumas dicas de Tipografia para Texto:

Layout

Deixe espaços em branco e use imagens como complemento. As imagens ajudam a criar um fluxo através do texto além de dar ao leitor um lugar para descansar.

Alinhamento

O texto pode ser centralizado, justificado, alinhado à esquerda ou à direita. Justificado à esquerda é geralmente melhor para blocos longos de textos impressos.

Parágrafos

Deixar uma linha de espaço entre os parágrafos ajuda a leitura. Ao usar ornamentos nos parágrafos opte pelo mesmo símbolo a fim de criar unidade no texto.

Entrelinhas

É bom deixar pelo menos 25% a 30% maior do que o tamanho da fonte. 50% maior deixa o texto bem mais legível. Se optar por deixar pouco espaço entre as linhas certifique-se de que os ascendentes (partes de cima das letras, como o t, f, d, etc) e descendentes (partes de baixo da letras, como o p, q, g) não se sobreponham.

Opções de Letras

Caixa Alta (letras maiúsculas), Caixa baixa (minúsculas) e Versaletes (pequenas maiúsculas ou small caps). Minúsculas são mais fáceis de ler em blocos maiores de texto. Maiúsculas podem funcionar bem em blocos curtos de texto e para dar destaque.

Títulos

Devem ser maiores que o resto do texto para dar destaque e estabelecer hierarquia visual.

Cor

Quanto maior o contraste entre o texto e fundo, mais legível o texto será.

Estilo da fonte

Itálico e negrito são cansativos em blocos longos de texto. Utilize em pequenas doses.

Fontes

Escolha fontes legíveis e que sejam coerentes com o assunto do texto. Por exemplo, usar Comic Sans (que é uma fonte considerada divertida) em uma advertência pode tirar o tom de seriedade da informação a ser transmitida.

As fontes são dividas em:

– Serifas/Serif: Possuem pequenos traços no fim das hastes das letra e são indicadas para livros e textos impressos.

– Sem Serifas/Sans-serif: Não possuem os traços nas extremidade e são indicadas para web já que são melhores para serem lidas em tamanhos menores.

– Cursivas: Imitam as letras escritas à mão.

– Dingbats: Símbolos e ornamentos representando as letras.

A regra de ouro é usar 2 fontes (3 no máximo). Experiemnte contrastar uma serif e sans-serif para destacar partes do texto.

 

No próximo post, dicas sobre Tipografia Para Exposição.

Boa semana para todos!

 

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Verão, praia, areia… e arte!!!

Castelos de areia parecem coisa de criança, mas felizmente tem gente que leva essa brincadeira muito a sério. As imagens abaixo são alguns exemplos incríveis dessa arte.

Existem cursos, competições e até hotéis esculpidos na areia.

Com ferramentas simples como pás, talheres de plástico e até seus chinelos é possível criar formas incríveis.

Só não esqueça de fotografar sua criação assim que terminar. Nunca se sabe quando uma bola, uma onda ou aquele cara que bebeu caipirinha o dia inteiro pode se aproximar da sua obra de arte.

Algumas dicas para esculpir na areia:

– Use areia molhada: Cave um buraco até onde a areia é escura e úmida, ou traga baldes de água para manter a areia sempre molhada enquanto trabalha. Um borrifador também pode ajudar.

– Compacte a areia: Antes de começar a esculpir acomode a areia por camadas bem compactadas. Isso pode ser feito manualmente, apertando a areia com as mãos ou utilizando baldes, caixas, etc. Comece com uma pilha um pouco maior do que você acha que vai precisar. Esculturas de areia são criadas por remoção das partes e não adição. É bom ter certeza de que há areia suficiente para a criação antes de começar a moldar.

– Trabalhe sempre de cima para baixo e de dentro pra fora: Comece com os detalhes na parte de cima para evitar que as partes baixas sejam destruídas enquanto trabalha na parte superior. A mesma coisa com detalhes mais perto do centro. Não faça uma parede exterior e depois tente passar para o meio.

– Tenha paciência: Vá com calma e remova pequenas quantidades de areia de cada vez. É muito difícil adicionar areia na pilha inicial uma vez que ela se foi, portanto remova a areia com cuidado.

– Divirta-se: Não fique frustrado se algumas partes desmontarem.

Pra uma escultura mais simples, use Gaudí de inspiração e utilize a técnica de gotejamento. Encha a mão de areia bem molhada e deixe pingar no solo. As “gotas” de areia se juntam formando uma estrutura interessante.

 

Nada melhor do que verão e praia pra gente se sentir criança novamente.

Feliz 2012 para todos!

Comendo com os olhos

Comer com os olhos vendados emagrece!!!

Pois é, esse estudo do Huddinge University Hospital na Suécia, concluiu que comer com os olhos vendados pode diminuir em média 22% da quantidade de comida ingerida, além de diminuir o tempo e a velocidade em que comemos.

Devo dizer que fiquei empolgada por ter mais uma arma contra a balança. Sou descendente de italianos e faço parte da geração Y, que foi exposta à uma considerável gama de incentivos alimentícios (do super ostentador café da manhã da Xuxa à verdadeiros hinos da comilança). Enfim, qualquer ajuda é sempre bem vinda. Mas além de pouco prática essa medida acaba me privando de algo que eu realmente aprecio: namorar a comida. Afinal a gente come primeiro com os olhos. 😉

Resolvi que ao invés de fechar meus olhos para a comida eu deveria investir na nossa relação. Sempre que vou comer em algum lugar legal acabo comendo menos, mais devagar e saboreio mais a refeição. Acredito que isso tenha a ver com o fato da comida estar sempre decorada, pronta pra ser apreciada e não devorada. Então essa semana vou dar algumas dicas sobre a arte de decorar a comida.

 

Dicas gerais:

– Escolha frutas e legumes que estejam firmes e bonitos.

– Prefira as facas com lâminas de aço inoxidável ou bronze. Lâminas de aço comum podem causar descoloração do alimento.

– Frutas tendem a escurecer muito rapidamente. Esfregue-as com suco de limão para preservar sua cor original.

– Enfeite o seu prato logo antes de servir para manter a sua frescura.

– Enquanto prepara, cubra as frutas e legumes com com um pano úmido.

– Evite decorar a comida com elementos não comestíveis.

– Os enfeites devem ser compatíveis com o alimento de base. Por exemplo: Em um frango temperado com alecrim, decore com um raminho de alecrim.

– Use número ímpar de elementos no prato. Eles são mais agradáveis aos olhos.

 

Toques especiais:

– Para deixar o prato mais interessante ou para esconder imperfeições polvilhe ingredientes sobre a comida. Ex: nozes picadas, ervas, gergelim, legumes finamente picados, açúcar em pó, cacau em pó, coco ralado, etc.

 

– Ao polvilhar açúcar ou cacau, utilize um estêncil para dar um toque especial.

 

– Flor de Tomate. Descasque um tomate como se estivesse descascando uma laranja. Enrole toda a casca em volta dela mesma.

 

– Utilize flores comestíveis para decorar bolos, saladas, sopas, etc.

 

– Cristalize pedaços de fruta. Passe a fruta em clara de ovo levemente batida e depois em açúcar refinado. Deixe secar durante a noite.

 

– Lascas de chocolate são sempre bem vindas. Derreta o chocolate e derrame uma camada fina sobre uma superfície untada. Espere esfriar e levante o chocolate com uma espátula.

– Utilize as partes não utilizadas das frutas como recipientes.

 

– Use palitos para juntar elementos e criar figuras divertidas. Essa é um ótima dica para convencer seu filho a comer mais legumes. Só cuidado com os palitos. =)

 

– Faça tigelas de gelo com flores ou frutas.

 

– Ou se empolgue de verdade e faça esculturas com sua comida.

 

Agora é só colocar a mão na massa.

Boa semana para todos!

Música para seus ouvidos…

Dentre todas as formas de arte, a música provavelmente é a mais presente em nossas vidas, pontuando diariamente nossas atividades individuais e coletivas (de festas à funerais). Sua história está intrinsecamente ligada à história do desenvolvimento humano. Cada indivíduo utilizando-se de sua própria imaginação, emotividade, lembranças e referências culturais irá percebê-la de maneira diferenciada.

Selecionei algumas manifestações musicais interessantes através de instrumenos musicais inusitados.

Orgão de Garrafas de Cerveja (Beer Botle Organ)

Em 1798, cansado de ter que mandar afinar o orgão da igreja todo mês, o pastor da ilha de Helgoland encomendou a criação de um orgão que continuasse afinado mesmo após a mudança de clima e temperatura. O criador Johann Samuel Kühlewein inventou esse instrumento feito com garrafas de cerveja. Um sopro de ar é jogado em cima das garrafas que preenchidas com cera (hoje em dia óleo mineral), em quantidades diferentes, produzem os sons correspondentes às notas.

Atualmente, foi produzido pelos funcionários da loja Peterson StrobeTuners baseado no original de 1798.

O som do instrumento e mais informações.

Orgão do Mar (Morske Orgulje)

O Órgão do Mar musical está localizado nas margens do Zadar, na Croácia, É o primeiro órgão do mundo que é tocado pelo mar. Ele tem setenta metros de comprimento e 35 tubos musicalmente afinados com aberturas de apito na calçada. A água do mar e os movimentos dos vento produzem sons musicais aleatórios harmônicos que são ouvidos pelas pessoas.

Foi criado por Nikola Basic em 2005.

O som do instrumento e mais informações.

O Grande Orgão de Estalactite (Great Stalacpipe Organ)

Foi inventado em 1954 pelo Sr. LeIand W. Polvilhe de Springfield, um matemático e cientista eletrônico do Pentágono. Ele passou três anos pesquisando as cavernas Luray, na Virginia (EUA) e selecionou as estalactites que produziam sons correspondentes aos da escala musical e as conectou eletronicamente às teclas de um orgão.

Para vê-lo funcionando.

Orquestra de Tanques de Gasolina (Gas Tank Orchestra – GTO)

O GTO é um grupo de música experimental. Os instrumentos foram criados a partir de tanques de gasolina de carro e adaptados com lâminas de serra, fios e tubos de PVC. Foram concebidos e construídos pelo artista/músico Gregory J. Wildes.

Para ouvir a música deles e para mais informações.

Orquestra de Vegetais (The Vegetable Orchestra)

É um grupo musical austríaco que toca instrumentos feitos inteiramente de vegetais frescos. A orquestra foi fundada em 1998 e é formada por 11 músicos, um engenheiro de som, um artista de vídeo e um cozinheiro. Os instrumentos são confecciondos uma hora antes de cada apresentação e são cozidos em uma sopa após a performance.

A orquestra tocando e o site deles.

Outros grupos musicais que fazem música com objetos peculiares:

 

Scrap Arts

Cinco talentosos músicos de Vancouver, Canadá utilizam instrumentos de sucata e movimentos corporais. Liderados pelo percussionista Gregory Kozak.

O site deles.

Lelavision

O músico/escultor Ela Lamblin e a coreógrafa Leah Mann combinam formas de arte (escultura, música, coreografia, etc) para criar “música física”. Destaque para o interessante Rumitone (foto).

O site deles.

STOMP

O STOMP é um grupo de 8 pessoas que utilizam materiais simples, dança e teatro para criarem ritmos complexos em shows bem coreografados e orquestrados.

Para mais informações.

Boa semana para todos!

Me engana que eu gosto

Descobri que adoro ser enganada. Na verdade, descobri que gosto tanto de ser enganada e de enganar que até escolhi minha profissão baseada nessa loucura. Não… eu não ocupo nenhum cargo politico. Sou formada em Cinema. Portanto, poderia dizer que não estou “do lado negro da força” mas ainda sinto o maior prazer em enganar as pessoas.

O que você vê na figura abaixo? Qual quadrado é mais escuro?

Se você acha que é o quadrado A, você se enganou. Na verdade os dois tem exatamente a mesma cor (a prova). Essa ilusão assim como tantas outras confundem nossos sentidos e nos sentimos enganados (porém não lesados, é desse tipo de enganação que eu gosto). Adoro essa sensação de questionamento da realidade e sempre penso em como tudo é tão relativo e sujeito à interpretação. Mas como esse post não é sobre filosofia, vou deixar de lado o paradoxo da realidade e falar um pouco sobre algo que sou apaixonada: Animação.

Os Filmes e a Animação nada mais são do que frutos de uma ilusão de ótica. Um filme é formado por uma série de imagens fixas que colocadas na sequência e projetadas em determinada velocidade dão a sensação de movimento.

 

 

 

 

 

 

 

O estudo da percepção humana através da teoria Gestalt (ou psicologia da forma) tem como princípio básico que o cérebro humano interpreta um conjunto, de forma diferente que a soma das partes isoladas. Sendo assim, uma sucessão de imagens paradas quando colocadas em movimento são organizadas em nosso cérebro de forma automática e os pequenos espaços vazios existentes entre elas são esquecidos.

As imagens estáticas e individuais que formam os filmes e animações são chamados de fotogramas (ou frames). Geralmente são usados de 15 a 30 fotogramas para gerar 1 segundo de animação. Então, vocês podem imaginar como é trabalhoso fazer uma animação. São necessárias pelo menos 900 imagens para apenas 1 minuto de filme.

Existem vários tipos de técnicas de animação, as mais utilizadas são:

Clássica (ou tradicional): são os desenhos feitos à mão, confeccionados um a um. Antigamente eram feitos em acetatos e depois filmados porém hoje em dia são geralmente feitos digitalmente através de softwares especializados. Ex: Os clássicos filmes da Disney, Hanna-Barbera, Warner, etc.

 

 

Stop Motion: partem de um objeto/personagem já existente, que é capturado em um posição, movido de lugar e capturado novamente, dando a impressão que este se movimentou sozinho. Ex: Animações de massinha Wallace & Gromit, ou sequências de fotos animadas com pessoas (Pixilation), etc.

 


Digital: São as animações geradas inteiramente por computador. Podem ser 3D ou 2D. Nesse tipo de animação os personagens/objetos são criados digitalmente e depois movimentados quadro a quadro através de softwares específicos.

A animação digital 2D utiliza técnicas da animação tradicional e de Stop Motion. Ex: filmes de internet (Flash, Power Point, etc), desenhos atuais do Cartoon Network, etc.

 

 

Já na animação digital 3D os personagens e objetos são modelados como esculturas digitais. Dentro delas são criados esqueletos invisíveis que servem para movimentá-los em cada fotograma, como marionetes digitais.  Ex: Filmes da Pixar, ou personagens em filmes como Homem Aranha, Hulk, etc.

* Esse tem uma ceninha depois dos créditos.

 

 

Mistas: Utilização de duas ou mais técnicas de animação simultâneas.

 

 

Se você também gosta de ser “enganado” por filmes de animação, vale a pena conferir o festival Anima Mundi que acontece do dia 27 a 31 de julho em São Paulo e traz filmes do mundo inteiro em diferentes formatos e linguagens. Imperdível!

Abraço e boa semana para todos!

Iluminação Planejada

“Ler com pouca luz estraga sua vista!!!”

Minha mãe sempre adorou dizer isso para mim.

Foi muito engraçado descobrir que isso não é totalmente verdade de acordo com meu oftalmologista. Forçar a vista pode dar dor de cabeça, ardência nos olhos e até outros sintomas temporários, mas não chega a “estragar a vista”.

A iluminação tem o poder de mudar um ambiente tanto quanto a decoração. As dicas abaixo podem transformar um cômodo e até mesmo evitar dores de cabeça e outros danos não permanentes (viu, mãe?) aos seus olhos.

Tudo começa com a iluminação natural. Portanto, é importante aproveitá-la ao máximo evitando acender as lâmpadas durante o dia.

–       Prefira vidros incolores nas janelas assim como cortinas leves, translúcidas ou persianas.

–       Instale um ou mais espelhos na parede oposta à janela para ampliar a luminosidade do local.

–       Quanto mais clara for a cor das paredes e do teto mais claro será o ambiente (Cores como verde claro, azul claro e lilás farão o cômodo parecer maior já o vermelho, laranja, marrom e preto dão a impressão que o espaço é menor).

–       Pisos com acabamentos envernizados ou polidos refletem a luz, já os carpetes absorvem muita luz.

–       Para cômodos pequenos e escuros evite usar estampas e cores fortes.

–       Mantenha as árvores e arbustos perto das janelas sempre aparados evitando sombras muito grandes.

 

Para escolher a iluminação artificial leve em consideração o tipo de lâmpada e a sensação que elas transmitem:

–       Luzes amareladas: são mais tranquilas e aconchegantes. Indicadas para residências em salas de estar/jantar, dormitórios, etc.

–       Luzes azuladas: são mais ativas e estimulam a produtividade. Indicadas para cozinhas, áreas de serviço, escritórios, salas de aulas, etc.

–       Luzes brancas/neutras: iluminam sem interferir nas atividades do local.

Para melhorar a iluminação artificial dos ambientes as sugestões são:

–       Não use apenas um foco de luz direcionado para baixo no meio da sala. Os cantos ficam mal iluminados (diminuindo o tamanho do ambiente) e as pessoas e móveis projetam sombras duras que trazem desconforto. Opte por lâmpadas em trilho viradas para vários lados , ou plafon (luminárias que direcionam a luz para o teto e a refletem por todo o ambiente) ou as embutidas em vários pontos. O importante é ter mais de um foco de luz.

–       Se quiser um design de luz um pouco mais rebuscado use a regra das 3 camadas de iluminação: A primeira é a luz geral – que vem do teto e ilumina o cômodo de forma homogenia (item acima). A segunda camada é a luz decorativa, que cria a atmosfera do ambiente. Como os lustres pendentes (em cima de mesas, bancadas, etc) ou peças centrais de destaque para o design, arandelas (luminárias que ficam na parede), spots direcionais (para iluminar obras de arte, peças de destaque, etc) e os abajures (que são elementos decorativos e transmitem sensação de conforto). A terceira camada é a iluminação funcional, aquela que ilumina um ponto específico para alguma tarefa. Por exemplo, luminárias de mesa ou de pé para leitura, spots em espelhos, etc.

–       Procure evitar luzes diretas na altura dos olhos, pois causam desconforto.

–       Se a intenção é ter um ambiente bastante aconchegante, não utilize iluminação vinda do teto.

–       Para que o cômodo pareça maior use luzes difusas que sejam refletidas para o teto (como as arandelas e plafons) e ilumine os cantos.

–       Para que o cômodo pareça mais alto utilize luminárias em pé (colunas) direcionadas para cima e lustres pendentes mais para baixo (tomando cuidado para não ficarem na passagem).

A iluminação correta pode fazer muita diferença no seu dia a dia e apesar de não danificar permanentemente sua visão pode ajudar muito na atmosfera dos ambientes e na maneira como interagimos com eles.

Saiba mais nos links:

Tipos de Luminárias

Tipos de Lâmpadas

Tabela de Equivalência de Lâmpadas

Outras “mentirinhas” que contaram pra você

Programa de Índio


Quem não se lembra das maravilhosas excursões escolares? Começava com um bilhete de autorização dos pais e terminava com alguma cantoria infame dentro de um ônibus abafado com cheiro duvidoso. Mudávamos de ares, víamos coisas novas e voltávamos pra casa cheios de histórias pra contar. Aqueles eram os melhores dias de aprendizado. Com exceção da excursão à uma fazenda de gado em que eu e meus coleguinhas de 10 anos vimos acidentalmente um boi ser abatido, os passeios escolares eram realmente muito prazerosos.

Mas essa introdução nostálgica é apenas para tentar adocicar um pouco o que vem a seguir. O post de hoje é sobre museus. Pronto… Falei… Mas calma, não vá embora ainda. Lembre-se das excursões escolares, lembre-se de como era divertido. Hoje em dia tem museus e exposições para todos os gostos. A vantagem é que agora podemos escolher o que queremos conhecer e não dependemos de ninguém para nos levar ou para cobrar um relatório chato sobre o que aprendemos no passeio. Essa semana (de 16 a 22 de maio) acontece a 9a. Semana Nacional de Museus. Na programação, existem opções muito variadas espalhadas por todo Brasil além de shows, palestras, oficinas, filmes e exposições especiais. Olhando a programação fiquei muito impressionada com a quantidade de lugares inusitados para visitar na cidade de São Paulo (onde moro) que nunca tinha ouvido falar. Como por exemplo, o Museu da Pessoa onde qualquer um pode registrar sua história de vida em vídeo e fazer parte do acervo. Ou o Museu de Arte Mágica, Ilusionismo e Ventriloquia e o Museu Contemporâneo das Invenções – Inventolândia. Tenho certeza que os lugares que eu citei acima e muitos outros não necessitam de amor às artes para serem visitados. Mas reservar um pouco do seu tempo para entrar em contato com a diversidade cultural que existe por aí não faz mal a ninguém além de fortalecer a cidadania através do conhecimento e até mesmo melhorar sua qualidade de vida.

Acho que depois desse discurso ficou óbvio que eu adoro museus. Assim como qualquer pessoa que gosta de estar próximo ao mundo das artes visitar exposições, centros culturais e museus é sempre um programa imperdível. Sendo assim, fiquei muito empolgada quando descobri uma iniciativa maravilhosa do Google chamada “Art Project”. Eles estão mapeando museus como fizeram com as ruas do mundo inteiro. O zoom chega a ser impressionante e em alguns momentos cheguei a ficar sem palavras, como ao ver em zoom máximo as pinceladas do mestre Vincent van Gogh em uma de suas obras mais famosas “Quarto em Arles”. Vale a pena conferir.

Antes de me despedir não poderia de deixar de dar a dica para a exposição de um de meus artistas prediletos. Até dia 17 de julho acontece no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo a exposição “O Mundo Mágico de Escher”. Apresentando 92 obras do genial artista holandês que desafia nossos olhos com suas ilusões de ótica.

 

Muito obrigada por continuar a leitura até aqui. Espero que eu tenha conseguido convencer alguém a dar ao menos uma chance à algum desses maravilhosos programas de índio.

Boa Semana de Museus! =)

A Arte de Contar Azulejos

Sou uma maníaca confessa.

Adoro pular linhas nas ruas, sempre volto para checar se fechei a porta do carro, todos os meus cabides “gostam” de ficar virados para o mesmo lado e amo contar azulejos. Mas antes que você escreva um depoimento sugerindo que eu procure ajuda profissional saiba que “essas manias são normais”, de acordo com a ajuda profissional. =)

Além disso, tenho explicações bem razoáveis do porquê tenho cada uma delas. Porém hoje irei compartilhar apenas a mania de contar. Na verdade eu não tenho a mania de contar qualquer coisa. Gosto de contar azulejos. Adoro imaginar a lógica matemática da pessoa que colocou os azulejos e fico tentando criar outras maneiras de organizá-los no mesmo espaço. Diante à essa explicação do meu transtorno obsessivo-compulsivo fica fácil entender a minha fascinação por uma das mais antigas forma de arte: o Mosaico.

A técnica de usar pequenos fragmentos para compor uma imagem realmente me encanta. Acho delicioso prestar atenção aos detalhes e analisar cada cantinho a procura de cores e texturas diferentes que juntas oferecem um espetáculo ao olhar. Além disso, sempre alimento minha mania imaginando o quebra-cabeça que precisa ser resolvido para posicionar todas as peças sem que elas se sobreponham ou deixem espaços muito grandes entre si.

Tive a imensa felicidade de ver pessoalmente algumas obras que considero simplesmente de tirar o fôlego:

Basílica de São Marcos, Veneza



Mosaicos em ouro, bronze e pedras variadas que cobrem as paredes, teto e chão da Basílica.

Parque Güell, Barcelona



Um grande jardim com belíssimos elementos arquitetônicos cobertos por mosaicos, que foi projetado pelo genial arquiteto catalão Antoni Gaudí.

Mosaicos que ainda quero ver pessoalmente:

Basílica de São Vital em Ravena (cidade dos Mosaicos), Itália



Obras do século V e VI que retratam cenas bíblicas e a vida de Jesus.

Mosaicos no Brasil:

Calçadão de Copacabana, Rio de Janeiro



Baseado no calçadão da Praça do Rocio em Lisboa, que representa o encontro da água doce com a água do mar. Foi construído com pedras importadas de Portugal.

Escadaria do Convento de Santa Tereza na Lapa, Rio de Janeiro



O chileno Jorge Selarón revitalizou a escadaria abandonada com azulejos pintados por ele mesmo e de diversas partes do mundo.

Casa de Pedra na favela de Paraisópolis, São Paulo



O jardineiro e pedreiro Estevão Silva da Conceição, conhecido como Gaudí Brasileiro, há mais de 25 anos cobre a estrutura sinuosa de sua casa com um mosaico de objetos inusitados como pratos, escovas de dentes e telefones. Apesar da semelhança de estilo, o artista brasileiro nunca tinha tido contato com o trabalho de Gaudí.

Esses são alguns exemplos de mosaicos impressionantes mas a técnica também é um ótimo passatempo. Com materiais baratos como papel ou até mesmo casca de ovo pintada com tinta guache você pode se aventurar a produzir seus próprios mosaicos. Para compor a imagem abaixo utilizei apenas papel colorido e jornal.

Além de ser um ótimo hobby, depois de pronto pode se tornar um objeto de arte para enfeitar sua casa ou apenas mais um passatempo pra quem gosta de contar. 😉

Nem Luxo, Nem Lixo

Tenho certeza que não é novidade pra ninguém que a sociedade moderna enfrenta um problema gravíssimo e por enquanto sem solução: a produção exacerbada de lixo. Este é um problema fácil de esquecer já que ele começa geralmente quando está longe de nossas casas, longe de nossos olhos e consequentemente longe de nossas preocupações. Mesmo depois de ler, em um daqueles cartazes de reciclagem, que uma garrafa de vidro demora 10.000 anos para se decompor, muita gente ainda pensa: “Não vou estar vivo daqui a tanto tempo. Pra que me preocupar?”.

Todos nós deveríamos. Provavelmente devido a precoce e repetida exposição à documentários como “Ilha das Flores” e a prolongada e tardia relação com desenhos animados como “Capitão Planeta”, eu sou uma daquelas pessoas que ainda sentem um aperto no peito em saber que apenas 5% do lixo urbano brasileiro é reciclado.

Sem esquecer a importância de reduzir a produção de resíduos e de separar o lixo para reciclagem, nesse post eu gostaria de apresentar algumas maneiras diferentes e artísticas de reutilizar objetos que já não nos servem mais.

 

Garrafas PET


O fundo das garrafas PET podem ser transformados em mini castiçais. Para criar o detalhe em preto que aparece na foto, cole uma fita isolante na borda.

A parte de cima das garrafas podem ser transformadas em vasos suspensos para sacadas ou janelas. São ótimos para plantar ervas frescas pra cozinhar. Clique aqui para aprender a preparar a garrafa.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Para quem gosta de artesanato e quer colocar a mão na massa transforme as garrafas em objetos mais complexos como um revisteiro ou até mesmo um porta moedas. Esse link explica a confecção do porta moedas.

 

Tubos do rolo de papel higiênico

 


 

 

 

 

 

 

 

 

Ao olhar esse ornamento na parede não imaginamos que são feitos de rolos de papel higiênico, certo? São simples e bonitos.

 

Apenas corte o papelão em anéis com um dedo de espessura, achate os anéis ao meio e usando uma cola resistente componha o ornamento na maneira que desejar. Experimente pintá-los com tinta acrílica, dessa maneira ficarão irreconhecíveis.

 

Os rolos também servem para armazenar fios e cabos de maneira organizada.

 

Embalagens de cremes hidratantes

 


Ao invés de pagar caro por um desses suportes de carregar o celular perto da tomada, faça um em minutos. Marque com uma caneta a embalagem como mostra a figura e corte. Simples assim.

 

Disco de Vinil

 

 

 

 

 

 

 

 

Você ainda tem discos de vinil mas não tem ideia aonde está sua vitrola? Ou tem um monte de discos riscados jogados por aí e não tem coragem de jogá-los fora. Tente reutilizá-los como apoiadores de panelas, bandejas ou até mesmo tigelas divertidas. Esse link explica como fazer.

Revire seu lixo e crie algo interessante com ele. Afinal de contas com criatividade podemos reutilizá-lo de maneira incrível. Para um pouco de inspiração confira o trabalho do artista plástico Vick Muniz.

A responsabilidade em relação ao futuro da Terra é nossa. Por isso podemos contribuir usando a regrinhas dos 3 Rs para lidar com o nosso lixo: “Reduzir, Reutilizar e Reciclar”. Já diria o sábio Capitão Planeta : “O poder é de vocês!

Qual é a sua cor predileta? – Parte 2

Você tem dificuldade para combinar suas cores favoritas?

Essa semana vou falar um pouco a respeito de características, classificacões e combinações cromáticas. No post anterior dei algumas dicas sobre significado e percepção das cores.

As cores possuem as seguintes características:

Matiz

É a característica qualitativa de uma cor, isto é, a tonalidade. Ex: Vermelho, verde, azul, etc.

Brilho

É a capacidade das cores de refletir a luz branca, isto é, a luminosidade. Ex: nuances de um mesmo tom para o claro ou escuro.

Saturação

É a característica quantitativa de uma cor, isto é, a vividez. Ex: Alta saturação = cor bem definida e forte / Baixa saturação = cor lavada.

E podem ser classificadas de diversas maneiras:

Cores Neutras

Branco, preto, cinza, marrom, bege e suas tonalidades. São cores de base. Ajudam a colocar o foco em outras cores ou ajustarem tons. São geralmente usadas sozinhas ou como cor de fundo.

Cores Frias

Tons de roxo, azul, ciano e verde. São cores calmantes. Podem transmitir sensações de que vão de conforto, limpeza até frieza e impessoalidade.

Cores Quentes

Tons de vermelho, laranja, amarelo e magenta. São cores estimulantes. Podem transmitir sensações que vão de simples otimismo até violência. As cores quentes podem parecer visualmente maiores do que as cores frias (mesmo que estejam em quantidades iguais). E também parecem mais próximas do que as cores frias quando estão em um mesmo plano.

Além disso, algumas combinações de cores funcionam melhor do que outras e provocam sensações diferentes. Através do círculo cromático podemos agrupar as cores para combiná-las de diversas maneiras:

Cores Adjacentes

São as cores que estão próximas umas das outras no círculo cromático. Elas formam composições harmônicas e confortáveis que geralmente ficam bem juntas.

Cores Complementares

São as cores que estão diretamente posicionadas em lados opostos do círculo cromático. Elas geralmente fornecem alta visibilidade já que são extremamente contrastantes porém podem ser cansativas para os olhos. São ruins para serem usadas em textos.

Tríade de Cores

É um esquema de três cores dispostas em forma de um triangulo com distâncias idênticas e opostas no círculo cromático. Assim como as cores complementares fornecem uma combinação vibrante e contrastante. Uma maneira de usá-las de forma harmônica e balanceada é usar uma cor como dominante e as duas outras como complementos em partes menores.

Tríade de Cores Complementares

É uma variação das cores complementares substituindo um dos lados por duas cores adjacentes ao invés de uma. Também possui contraste visual porém não tão forte quanto na versão de duas cores.

Retângulo de Cores

É um esquema de quarto cores dispostas em dois pares de cores complementares, formando um retângulo no círculo cromático. Possui muitas possibilidades de variações e para atingir melhores resultados uma cor deve ser a dominante. É importante prestar atenção para que as cores frias e quentes estejam balanceadas.

Quadrado de Cores

Semelhante ao retângulo porém as cores são dispostas em distâncias idênticas e opostas no círculo cromático formando um quadrado. Utilizar da mesma maneira que o retângulo.

Para que a escolha das combinações seja mais eficiente e harmoniosa ajuste o brilho e a saturação das tonalidades.

Brincar com as cores e testá-las pode ser muito divertido. A Adobe criou um site chamado Kuler que proporciona uma experiência incrível para quem gosta de descobrir e combinar cores. Vale a pena conferir.

Espero que essas dicas tenham sido úteis!

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