Acessibilidade e cultura

Nos dias 23, 24 e 25 de fevereiro foi realizado o Seminário Internacional sobre o Relatório Mundial sobre Deficiência.  O relatório foi traduzido para o português e lançado pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPC), do Governo do Estado de SP.

O documento é resultado de uma pesquisa mundial realizada em parceria da Organização Mundial de Saúde (OMS) com o Grupo Banco Mundial, buscando evidenciar dados que amparem a construção de políticas públicas e programas que melhorem a vida das pessoas com deficiência.

Ao contrário dos dados estimados anteriormente, sabe-se através desta pesquisa que 15% da população mundial tem algum tipo de deficiência (fisica ou motora, intelectual, auditiv ou visual)! E a tendência é só aumentar, pensando que a população vem envelhecendo e morrendo mais tarde, doenças crônicas como diabetes e artrite vêm provocando sequelas e o número de acidentes, desastres e a violência apenas sobe.

Também importantíssimo no relatório são as recomendações práticas para implantar ações referentes à Educação, Trabalho e Emprego, Lazer, Cultura, Saúde e Reabilitação, Acessibilidade, entre outros.

No Seminário estavam presentes autoridades do Governo do Estado, como a Secretária da SEDPC, além de representantes de Genebra da OMS e do Banco Mundial. Chamaram atenção os diversos recursos empregados para tornar o evento o mais acessível possível:  acesso a cadeira de rodas, intérpretes de língua de sinais, estenotipia (painéis com a transcrição do que era falado).

Acho interessante destacar a parte dedicada à Cultura. Foram apresentados os locais com acessibilidade a pessoas com deficiência, como teatros, exposições, que listo aqui juntamente com os recursos de acessibilidade:

TEATRO VIVO

Audiodescrição.

PINACOTECA

MUSEU DO FUTEBOL

Atendimento a pessoas com todos os tipos de deficiência.

BIBLIOTECAS

CINESESC

Há um festival anual com audiodescrição.

CENTRO CULTURAL SÃO PAULO

TEATRO SÃO PEDRO

Ópera com audiodescrição.


O relatório pode ser lido na íntegra em português no site da Secretaria: http://www.pessoacomdeficiencia.sp.gov.br/sis/lenoticia.php?id=936

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Navegação com o movimento dos olhos

Boa notícia para pessoas com deficiência motora, vi no site Deficiente Alerta, citando o site de tecnologia da uol.

 

“Uma empresa sueca especializada em navegação com o uso dos olhos vai demonstrar na CES 2012, feira de tecnologia em Las Vegas, uma ferramenta desse tipo adaptada para o Windows 8. O novo sistema operacional da Microsoft foi desenvolvido para uso com interfaces sensíveis ao toque, como de tablets e smartphones.

O sistema operacional da Microsoft ainda não foi lançado, mas a Tobii garante que o controle pelo olhar dispensa o uso de mouse e do toque e mostra uma prévia da tecnologia em um vídeo no YouTube.

Para a navegação em sites e menus que são muito pequenos, o controle pelo movimento dos olhos é mais preciso que o toque, diz a fabricante do Gaze Chamado de Gaze, a tecnologia funciona a partir de um dispositivo que escaneia os movimentos dos olhos do usuário. Um indicador na tela mostra a parte exata onde o olhar está fixado. Depois, para selecionar um programa, basta um click no trackpad do notebook.

Segundo a empresa, o Gaze obedece todos os sete comandos básicos do Windows 8, entre eles ativar, selecionar, dar zoom e rolar a página, mas é “mais natural, eficiente e preciso”. Isso porque o Windows 8 e alguns sites na internet trazem menus pequenos que, para serem selecionados com a ponta dos dedos necessitam de muita precisão no toque.

“Laptops e tablets são desenhados hoje para que sejam naturais para uso do toque ou mouse, mas nunca os dois juntos. O Gaze torna o ‘apontar’ mais natural”, explica Anders Olsson, gerente de desenvolvimento de negócios da Tobii.”

 

Você já fez um sabático?

O  sabático é conhecido como o período (estipulado por um ano ou não) em que uma pessoa dá uma pausa em sua rotina, em seu trabalho – em sua vida, por assim dizer. A palavra sabático vem do shabbat de Deus, que descansou no sétimo dia e que recomenda, na bíblia, que após seis anos de trabalho deve-se dar o sétimo ano de descanso à terra. Os judeus costumam ter o shabbat semanal das 18h de sexta-feira às 18h do sábado.

O conceito “ano sabático” como interrupção da rotina de trabalho vem da Torá, o livro sagrado dos judeus, e está profundamente enraizado na cultura judaico-cristã, que é a base da civilização ocidental.

O ano sabático é muito difundido no hemisfério norte e adotado pelas universidades norte-americanas e européias e vem sendo apoiados e estimulados por algumas empresas para seus funcionários se renovarem profissionalmente.

Mas a graça do sabático acredito que seja maior e mais importante para a pessoa que o faz. Além de transformadora! Conheço algumas pessoas que já tiveram essa experiência e não voltaram iguais. Sempre retornam com muita energia, experiências novas pra contar, desenvolvem novas habilidades, conhecem lados seus que desconheciam, além de fazer muitos amigos e conhecer lugares maravilhosos!

Confesso que minha vontade de ter um sabático veio muito antes de saber o que ele era quando li o livro Depois Daquela Viagem, da Valéria Piassa Polizzi e esse desejo se reacendeu com Comer, Rezar, Amar, de Elizabeth Gilbert.

Venho pensando nos últimos tempos em fazer um sabático e diversos prós e contras vem à cabeça Apesar de ser uma fuga da vida de todo o dia, ou de muitas vezes ser colocado em momentos em que as coisas não estão bem ou mudanças muito grandes se apresentaram, é importante que o sabático  seja muito bem planejado. Afinal, não é de uma hora para outra que podemos simplesmente abandonar nosso emprego, nossa estabilidade financeira, nossa família, nossa casa, nossos animais de estimação e pegar a mala e ir! Mas que vontade que dá de sair  correndo!!

Agora o que será que estava me fazendo pensar em dar uma pausa de tudo isso? O tédio? A indecisão? As frustrações com as pessoas e as situações? O medo de ir atrás do que quero? Ou não saber muito bem o que eu quero? Será que botar uma mochila nas costas e sair mundo afora vai fazer com que todos os meus problemas se resolvam? Ou eles vão junto comigo na mala das culpas, arrependimentos, problemas mal resolvidos?

Acredito que o tempo sozinho ou longe de algumas coisas da nossa rotina possam nos fazer refletir sobre muitas coisas. Alguns dizem que pode  “substituir” uma boa psicoterapia, a meditação ou tantas outras formas de se conhecer e de lidar com as coisas. O que não significa que uma coisa não pode ajudar a outra, pois cada uma tem seus lugar. Mas esse distanciamento, essa sensação de “neutralidade” que nos proporciona em relação a nossa vida que ficou pra trás (será?) pode mesmo ser transformadora.

Continuo aqui pensando se um sabático seria interessante para mim neste momento ou se seria apenas uma “fuga geográfica” como já ouvi de diversos pacientes. Acredito sim que me proporcionaria muito aprendizado e a vontade de conhecer tudo o que há por aí permanece. Mas o caminho pra dentro de mim eu posso trilhar tanto aqui da minha casa quanto de qualquer outro lugar do mundo – o que não diminui a vontade de viajar!

Recomendo muito o Guia Fuja Por um Ano: mesmo que seu ano sabático dure 3 meses ou 3 anos, da editora Publifolha. Nele li histórias incrivéis de pessoas que fizeram sabáticos por diferentes motivos e de diversos modos e pude ficar com mais vontade de conhecer os lugares fantásticas que existem tanto no Brasil quanto no mundo. Tem dicas bem práticas e úteis pra quem quer se aventurar nessa jornada!

2a Virada Inclusiva: Programação

Já saiu a programação da 2a Virada Inclusiva no SESC de São Paulo!

Mais informações no próprio site do SESC.

 

 

 

 

 

 

Parapan de Guadalajara

Dia 13 de novembro terá início o Parapan em Guadalajara. Nem todos sabem, mas após os Jogos Panamericanos e as Olimpíadas costuma ocorrer a edição das modalidades para atletas com alguma deficiência.

Vale a pena prestigiar nossos atletas!

 

Mais informações sobre as modalidades que participarão do evento podem ser encontradas no site do Comitê Paraolímpico Brasileiro.

 

E em 3 de dezembro ocorrerá a 2a edição da Virada Inclusiva em comemoração ao “Dia Internacional da Pessoa com Deficiência”, em todo o estado de São Paulo. O objetivo é proporcionar acessibilidade a diversas formas de manifestações artísticas, além de discutir políticas públicas voltadas às pessoas com deficiência. Mais informações no Blog Deficiente Alerta, site muito interessante por sinal.

O que é qualidade de vida pra você?

Nos últimos meses venho fazendo essa pergunta para diferentes pessoas durante uma palestra que apresento como parte de um treinamento em meu trabalho. As respostas são variadas, mas em geral vários itens se repetem: ter um bom trabalho, ter tempo para curtir a família, os amigos, para lazer, fazer o que gosta, ter saúde e dinheiro e se sentir bem consigo mesmo- além de morar próximo ao trabalho e estudo, ficando pouco tempo no trânsito em especial para quem mora em grandes cidades como São Paulo.

Esse acaba parecendo um tema um tanto banal em nossas vidas, fica de lado enquanto simplesmente vivemos, às vezes até como um ideal. Isso me lembra do conceito de saúde da Organização Mundial de Saúde:

o estado de completo bem-estar físico, mental e social e não simplesmente a ausência de doença ou enfermidade.

E quem é que tem um completo bem-estar? Difícil, né?

Estamos sempre imersos em nosso dia-a-dia, correndo pra lá e pra cá: trabalha, estuda, pega o ônibus, deixa o filho na escola, vai no médico, leva o cachorro pra passear, almoça correndo. E quando é que pensamos se estamos conseguindo fazer aquilo que realmente é importante? Se estamos conseguindo dar prioridade para o que de fato nos faz bem? Você dorme bem toda a noite? As famosas “8 horas por dia”? Consegue fazer suas refeições? Exercício físico? Tem tempo pra se relacionar com sua família, ou só passa em casa pra dormir e acordar? Tem visto seus filhos crescerem? Sabe com o que ou com quem pode contar na hora do aperto? Trabalha com aquilo que gosta? Está sempre pagando as dívidas que parecem não terminar?

Lidar com tudo isso não é nada fácil. A gente sempre tem mais coisa que gostaria de fazer do que de fato é possível. E como fazer para não deixar com que isso lhe deixe simplesmente frustrado e paralisado pois “a vida é assim mesmo, não posso fazer nada”? Você tem se dado o direito de parar pra pensar sobre isso de vez em quando? Naquilo que você queria fazer há muito muito tempo, mas nunca consegue? Naquela lista de coisas que quer fazer que nunca diminui?

Às vezes é difícil começar, dar o primeiro passo. Será que eu consigo? Será que dá? O que será que os outros vão pensar? E se eu desapontar alguém?

Cada um tem o seu tempo e é bom conseguirmos nos respeitar, mas em algum momento ou tentamos ou nunca saberemos.

Mas e aí, o que é ter qualidade de vida pra você?

 

Congresso Brasileiro de Qualidade de Vida

De 2 a 5 de outubro teremos o XI Congresso Brasileiro de Qualidade de Vida em São Paulo. O congresso reunirá grandes nomes da área, em especial profissionais que trabalham com a questão da qualidade de vida no trabalho em empresas, incluindo, por exemplo, palestrantes internacionais como Garry Lindsay, responsável pelos programas de qualidade de vida na Casa Branca dos EUA. O congresso também contará com cursos e certificações, dentre as quais a de  gerenciamento de estresse no ambiente de trabalho.

É uma oportunidade para conhecer o que está sendo discutido nessa área no Brasil e no mundo e de entrar em contato com os grandes especialistas na área.

É interessante notar que o tema da qualidade de vida vem crescendo e conquistando aos poucos seu espaço tanto no trabalho como na vida das pessoas como um todo, o que vem sendo o objetivo do nosso blog nesse 1 ano.

Até mais!

Estressado??

Quem nunca teve um dia daqueles? Onde tudo dá errado, qualquer coisinha parece te irritar e sua vontade é explodir ou sair correndo gritando? Como o Michael Douglas em Um dia de furia?!

Um estresse corriqueiro ligado a situações cotidianas ou mudanças maiores e bruscas em nossas vidas, sempre ocorre e com todo mundo. Agora quando esse mal humor e irritação passam a ser habituais e não num dia ou outro, é bom que nos preocupemos!

O estresse é um termo emprestado da física que quer dizer que quando um objeto sofre a pressão de forças internas ou externas ele se deforma. Caso o estresse continue, o objeto permanece deformado, não havendo facilidade de retornar a sua forma inicial. O mesmo acontece com os seres humanos.

O estresse é geralmente avaliado por nós como algo que ocorre numa situação em que nos sentimos ameaçados ou que exige mais do que podemos aguentar e lidar, colocando o nosso bem-estar ou a nossa sobrevivência em risco.

É importante que fiquemos de olho nos sinais e sintomas abixo, que sejam diferentes do nosso dia-a-dia. Vale ressaltar que não apenas um dos sintomas significa que estamos numa carga pesado de estresse, mas quando um conjunto desses sintomas nos prejudica.

– tremores ou sensação de fraqueza;
-tensão ou dor muscular;
-inquietação;
-fadiga fácil;
-falta de ar ou sensação de folgo curto;
-palpitações;
-sudorese, mãos frias e úmidas;
-boca seca;
-vertigens e tonturas;
-náuseas e diarréia;
-rubor ou calafrios;
– impaciência;
– resposta exagerada à surpresa;
– pouca concentração ou memória prejudicada;
-irritabilidade;
– perda do apetite;
– insônia;
-medo de morrer ou de enlouquecer;
– incômodos estomacais;
– dor ou desconforto torácico.
Quando nos sentimos assim,  ou antes, quando percebemos que já não estamos bem e podemos chegar a ficar muito mal, é importante que a gente consiga descansar, dar um tempo pra si mesmo, fazer algo relaxante que goste ou procurar a ajuda de alguém, amigo, familiar ou profissional, que nos ajude a lidar melhor com a situação que nos oferece problema.
No  próximo post falarei mais sobre estresse.
Um livro muito bom no qual me baseei chama-se Stress e Trabalho: uma abordagem psicossomática, da psicóloga referência em qualidade de vida no trabalho e professora da FEA-USP Ana Cristina Limongi-França, e do psiquiatra Avelino Luiz Rodrigues, professor da Psicologia da USP.
Até a próxima!
iaraboccato@gmail.com

Após a demissão

Pesquisando sobre psicologia do trabalho um dia desses encontrei um texto muito interessante que fala sobre a “síndrome pós-demissão”. Como toda mudança, algumas reações são esperadas.

Leia mais em:

http://www.diarioweb.com.br/noticias/imp.asp?id=109078 

 

 

Conquistas

Hoje pensei em escrever um post um pouco mais pessoal devido a estar passando por um período particular da minha vida. Tem a ver com o post passado, mas de outra perspectiva: da mudança de fato.

Ano passado foi um ano muito difícil. A vida virou de cabeça para baixo de um jeito que jamais poderia imaginar. Início da vida profissional, deixando de ser estudante e virando adulta de uma vez por todas, após prolongar a vida de estudante o quanto pude, começando por ficar desempregada. Doença na família na virada do ano ( dia 1 de janeiro!), família  abalada, eu adoecendo junto, somatizei tudo o que podia. Não tive férias e consequentemente nem ano novo, que seria o meu descanso. Bati o carro 2 vezes. Já vinha com insônia há um tempo. A bruxa também estava solta no trabalho/curso e tudo que podia ter dado errado, deu. Passando esse período, entregando a monografia e tentando respirar fundo e pensar ao máximo no mantra “vai ficar tuuuuudo bem!”, pude descansar.

Ok, desemprego também pode significar férias, se eu quiser. Primeiras semanas: tudo ótimo. Para quem já ficou desempregado, sabe bem do que estou falando. E aí a vida real vem à tona: você está desempregada, sem saber por onde começar, a cama e a televisão parecem muito mais interessantes e aquele bode fenomenal domina.

O bom deste período foi que pude descobrir quem eram as pessoas com quem podia contar. Minha família, amigos, terapeuta, supervisor, professores, colegas de trabalho, pude contar com a ajuda de muitas pessoas e pessoas muito queridas. Ao mesmo tempo foi percebendo e tendo que lidar com o triste fato de que algumas não estavam lá para mim e não se importavam nem comigo nem com os outros, o que foi um tanto sofrido.

Duas coisas que me ajudaram enormemente e que os efeitos foram sendo percebidos não necessariamente na hora mas a longo prazo foram a psicoterapia e o coaching. Da minha parte emocional e psicológica cuidava a psicoterapia e ela vem me ajudando em diversas coisas. Fundamental num momento em que nada estava bom, tudo estava confuso e pouco fazia sentido. Na parte de organização prática e de aumentar o meu poder de ação, que estava extremamente baixo, o coaching teve um enorme papel – e a Bruna, nossa colaborada de coaching, foi extreeeeemamente paciente e motivadora.

Indo às vias de fato: o que percebi com o passar do tempo e que resultou no momento em que vivo hoje, sobre o qual tenho refletido e colhido os frutos, é que as coisas podem melhorar e que o nosso esforço de fato é recompensado. Esses dias retomei um exercício do coaching e vi o quanto do que queria tinha realizado. Não tudo, obviamente, mas muito.

Iniciei um trabalho novo há 1 mês, que me possibilita aquilo que sempre quis desde sair da faculdade há alguns anos e acreditava ser muito difícil: estou conseguindo conciliar um trabalho fixo institucional com o consultório e considerável independência financeira. Minha vida pessoal em termos de relacionamento, incluindo familiar, tem melhorado muito. Em especial minha paz, serenidade e felicidade tem me mostrado que é possível ter uma vida simples e estar bem comigo, sem precisar apenas lamentar nos momentos difíceis e de mudança. Entreguei outra monografia semana passada e conclui minha segunda especialização. Muitas mudanças num período curtíssimo de tempo e dessa vez pude lidar diferente (sem adoecer inclusive!). É imensurável o contentamento de ver que a gente amadurece e se torna mais forte, o que conversava com a Bruna,  que com seu otimismo maravilhoso me disse convicta que essas habilidades conquistadas não vão mais embora.

Nossos planos e sonhos podem sim se tornar realidade, mas pra isso cada um tem que desempenhar o seu papel em sua vida.

 

iaraboccato@gmail.com

 

P.S.: Espero que esse não tenha soado como um texto muito “auto-ajuda”, mas acredito que tem sentido nesse momento. Peço licença para as minhas colegas blogueiras e para os leitores por ter me extendido.

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