Feliz Natal!!!

Queridos leitores,

Mais um ano se aproxima do fim. Convidamos a todos para aproveitar este momento para celebrar o que passou e se preparar para o ano que se aproxima.

 “A vida não é para descobrir quem se é, e sim, para se criar”

Autor desconhecido

O que você pode fazer para se aproximar mais de seus sonhos?

Obrigada por ter nos acompanhado neste ano. Temos muitas novidades para 2012.

Desejamos um Ótimo Natal e um Ano Novo muito próspero e feliz!!!

Um grande abraço do blog Vida de Qualidade

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Pensamentos

Gostaria de começar este texto tendo a sinceridade de lhes dizer que não lhes falarei a verdade, mas a minha verdade. Partindo do pressuposto que a realidade é sempre realidade percebida e percebida através do corpo, temos dois aspectos bastante relevantes da natureza humana: 1) que o que enxergamos não é de fato real uma vez que nossos olhos só percebem certas frequências de onda, limite que também se apresenta em outros orgãos sensoriais. Todavia, isso não significa que esses elementos que passam despercebidos  pelos seres humanos não existam, uma vez que provocam reações em outros seres, como o morcego que se orienta por ultrassom. 2) que a percepção apresenta variações individuais, mesmo que tênues, uma vez que somos geneticamente diferentes e portanto nossos corpos e consequentemente suas percepções são diferentes. Uma vez que é através do corpo que interagimos com o meio ao nosso redor, objetos, seres e pessoas,  todos inseridos em uma relação tempo-espaço, cada experiência é singular, única, compondo personalidades, valores e formas de perceber e interpretar o mundo diferentes.  Dizendo em outras palavras, o mundo que eu experiêncio e interajo é diferente do meu amigo ao lado e, portanto, sentimos, pensamos e existimos de formas diferentes.

Se não se pode confiar totalmente nem na própria percepção, que dirá no conhecimento que construímos através dela. Então fica impossibilitada a certeza absoluta sobre qualquer coisa. Puxando a conversa para um lado mais pessoal, o que garante que nossos valores e regras sociais estão a priori corretos?  Um assassino é nessariamente mau ou errado?  Para sua vítima provavelmente, mas e para seus filhos? E se estiver protegendo sua família? E em uma guerra? Longe de estar incentivando o homicídio, quero fazer um convite a questionar sua existência e seus valores: eles são seus por que fazem sentido para você ou por que alguém lhe disse que é certo?  Foi sempre assim? Para um senhor de engenho era natural escravizar uma pessoa. Valores como bom e mau, certo e errado, dependem do olhar das pessoas envolvidas  e da sociedade, só se é bom ou mau em relação com o outro. E na medida que estão todos inseridos em uma relação tempo espaço, tais compreensões também se reportam ao contexto sócio-histórico. Se não há verdades absolutas, pergunto-lhe em que você QUER acreditar?  Quem você quer ser? Como você quer existir nesse mundo? Talvez você nem tenha se dado conta mas a cada momento, consciente ou inconscientemente,  está escolhendo ser o que é nesse momento. E, digo mais, é provável que nem se dê conta, mas você ganha algo sendo assim. Cada escolha pressupõe perdas e ganhos, é importante escolher bem, pois querendo ou não somos responsáveis por cada coisa que acontece conosco. Observe que não usei a palavra culpados, mas responsáveis no sentido mais neutro  e isento de julgos morais. Podemos não alterar o mundo ao nosso redor do jeito que gostaríamos, mas o que podemos fazer? E a sua percepção sobre esse mundo? Felicidade pode ser uma questão de escolha!

Teruo

henriqueakiba@gmail.com

As lentes do preconceito

Vivemos em um mundo em que a perfeição é exigida a todo o momento. As mulheres querem ser magras, bonitas, jovens para sempre, além de bem sucedidas, excelentes mães e donas de casa. Os homens necessitam ter uma posição social e econômica de destaque, serem ótimos maridos, pais, serem seguros, autoconfiantes e bem relacionados. Mas existem pessoas que conseguem atingir todos esses pré-requisitos? Não será por essa exigência irreal que cada vez mais encontramos pessoas com baixa auto-estima, depressão, ansiedade e insegurança? Estamos vivendo em um mundo no qual as exigências sociais acabam por interferir negativamente na vida das pessoas.

Como será então para as pessoas com deficiência? Em um mundo em que o diferente não é bem visto o preconceito é quase inevitável. Estima-se que 14,5% da população brasileira tenha alguma deficiência. É um número altíssimo de pessoas que tem as mais variadas limitações nas áreas: intelectual, física, motora, visual ou auditiva e que apresentarão algumas dificuldades específicas para relacionarem-se no mundo, necessitando de apoios. Essas pessoas, por vezes, de forma mais aparente que outras, também não conseguirão atingir o padrão de perfeição socialmente esperado.

Necessitarão dos mais variados tipos de apoio, ou seja, de recursos e estratégias específicos para poderem desenvolver-se e ter acesso ao mundo nos meios educacional, laboral, social, físico e psicológico. Podem precisar de um método de comunicação alternativa, de cadeira de rodas para locomoverem-se, de instruções mais claras e precisas para relacionarem-se, de auxílio para realizar atividades do dia a dia, ou ainda de reabilitação e educação especial para estarem mais incluídos; mas, todos não precisamos de auxílio para sermos felizes e bem sucedidos?

O que nos faz tão diferentes das pessoas com deficiência? Não temos também as nossas limitações e deficiências? De um modo mais ou menos aparente todas as pessoas tem habilidades e dificuldades específicas, precisam adaptar-se e buscar recursos nas atividades para as quais tem mais dificuldade e formas de serem eficientes apesar das próprias limitações. Assim, todos precisamos de apoio!

As pessoas são únicas. Suas dificuldades e potencialidades também! Vamos tirar as lentes do preconceito para poder dar oportunidades de efetiva inclusão as pessoas com deficiências, afinal elas são acima de tudo pessoas, com dificuldades e potencialidades como todos nós.

 

Marcela Pereira Urbini
psicóloga

Cotidiano

Queria escrever algo diferente;
Algo novo… mas nada pode ser construido, sem uma estrutura anterior.
Cotidiano é uma palavra que nos acomoda e nos incomoda, seja mental, seja corporal.
Segundo o dicionário “Michaelis” online:
co.ti.di.a.no
adj+sm (lat quotidianu) 1 De todos os dias. 2 Que, ou aquilo que se faz ou sucede todos os dias. Var: quotidiano.

É tudo aquilo que ocorre em nossas vidas e deixamos de olhar, porque virou comum, e de alguma forma não nos toca mais, seja o mendigo no meio da rua, seja a criança “problema”, seja o dia passar, seja o céu que não tem mais estrelas, seja nosso corpo.

Devido ao corre-corre do dia a dia, por vezes, esquecemos o que é o dia. Sabemos o que são horas. Apesar das horas serem importante e sua origem é do posicionamento solar. Não somente o Dia, mas a Noite também é importante, pois é nela que o corpo descança e metabolisa seu dia.

Uma experiência que eu tive há dois anos atrás foi um emprego que eu entrava de manhã e saia à noite e comia quando o sol estava a pico. Perdia o nascer e o por-do sol. Perdendo assim minha vida, a arte que não desenvolvia em mim, parecendo que tudo estava estagnado.

O corpo… quantas coisas engolimos para sobreviver?  Não degustamos para viver, seja o amargo da tristeza, azedo do mau humor, o salgado da vida bem temperada, o doce dos amores… mas o que acontece é que colocamos tudo para dentro sem o menor cuidado? Alguns não aguentam e botam para fora, outros ficam com azia e quase todos um profundo mau-estar.

Como comemos a nossa comida? Com pressa? De pé? Andando? Como fica a nossa digestão, então? Deixamos o corpo acalmar? Não praticamos exercicio pesado depois do almoço? Como é que ele está?

O cotidiano deveria ser o organizador de nossas vidas, porém nossas vidas são desorganizadas, na real, somos organizados pelo relógio, e não pelo nosso organismo. Nosso organismo se mata para digerir todos as substâncias de todos os dias.  Seria um dos motivos que há tantos problemas de estômago, sendo este uma simples gastrite ou um câncer?

Quando foi a última vez que comemos na mesa, sem televisão ou som, no silêncio, ou com apenas as pessoas que gostamos, conversando? Quando foi a última vez que cozinhamos junto com as outras pessoas? Quando foi a última vez que lêmos uma história para os menores? Ou brincamos com eles, e re-aprendendo a se divertir com a simplicidade.

O cotidiano pode ser transformado. Não precisa parar com tudo na vida, mas algumas coisas podem fazer a diferença, coisas pequenas, assim como fazer algo com quem gostamos, deixar as televisões um pouco de lado. E voltar a sonhar, pois nem tempo temos mais para sonhar, são neles que digerimos nosso dia a dia.
Tiago

A correta motivação

O que te motiva a acordar bem cedo, muitas vezes num dia frio e praticar Tai Chi Chuan (TCC) ou Chi kung. Uma rotina que para muitos é árdua. As respostas que mais ouvimos são:
– O médico mandou!
– Eu preciso.
– Porque eu me sinto tão bem!
Respostas como essas, fazem parte da sua realidade, mas não podem ser os motivos que alimentam a sua prática. Treine com gosto, por prazer e porque acredita que te faz bem. Se for uma obrigação, fará com que você não veja a hora de terminar a prática ou que você arrume qualquer desculpa para boicotar enganando a si mesmo.

Porque eu me sinto tão bem! Essa é a resposta que ilustra perfeitamente o tema deste artigo. Parece estar correta, mas não está! O apego às sensações de bem-estar alimenta espectativas de sentir sempre as mesmas sensações maravilhosas. Nesse momento o seu treino passa a ser exclusivamente uma busca de sensações agradáveis. O praticante experiente sabe que isso é ilusório. É como perder-se num bosque de flores perfumadas! Tudo é lindo e maravilhoso mas no final das contas, você está perdido do mesmo jeito! Haverão dias em que você não irá sentir nada tão maravilhoso, mas isso não quer dizer que o treino foi ruim ou que não houveram benefícios.
A postura correta trabalha a ética, a moral e a circulção do fluxo de energia. Quando vemos um artista marcial num filme, achamos lindo e maravilhoso. Desejando ser igual a ele, mas quando o professor te posiciona em uma postura estática, em cinco minutos você está “chorando” ou está xingando Deus e o mundo. Não preocupe-se é normal, e também já aconteceu comigo. Será que a sua motivação não estava equivocada? Ter alguém como exemplo é ótimo, mas você é único e as razões pessoais que determinam o seu treino são suas! Você irá expressar o seu TCC, através dos seus movimentos e do seu olhar, expressando a sua história de vida, expressando a sua identidade.
A correta motivação para a prática é observar o seu estado inicial e depois o seu estado final. Simplesmente para observar e perceber as mudanças. Treine sem esperar por algo, simplesmente porque te faz bem. Não crie expectativas pois elas causam frustração ou apego, apenas treine. Comece e não pense quando vai terminar, porque não termina nunca.
Edgard Shigenaga
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Fonte: Segredos da Vida.
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